O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 11/11/2021

A desigualdade social não é de hoje um problema conhecido e muito discutido, porém, com a crise do covid-19 tornou-se evidente um outro problema, a desigualdade no ensino. Este problema que começou no início dos anos 2000 se estende até atualidade, e teve o seu ápice durante o período de distanciamento social. Entretanto, não foi por está razão que todos os países tiveram sua educação impactada na mesma que o Brasil teve, uma vez que a desigualdade social no Brasil muito impactou o setor. Ademais, é imperioso ressaltar a defasagem da educação brasileira graças as desigualdades sociais, e os impactos internacionais e nacionais.

Nesse contexto, é possível observar o atraso da evolução da educação brasileira ao longo do tempo, e como isso favoreceu a segregação educacional. Isso ocorre porque, o mesmo padrão de sala de aula que era utilizada no início do século XX, ainda continua em uso dentro das salas de aula, isso principalmente dentro da rede pública. Nesse viés, o Brasil com uma pontuação já abaixo das primeiras 70 posições, consegue segregar ainda mais sua educação nacional com a grande diferença entre o ensino público e privado, com os grandes cortes de gastos que somados ao longo de 7 anos somam mais de 45% (o Globo, 2021).

Somado a isso, há muitos educadores que vem a anos criticando os métodos de ensino público, e como está defasado em relação as instituições internacionais e as particulares. Nesse cenário, Pierluigi Piazi, um grande educador Brasileiro, muito criticou o ensino público com um sistema falho de testes, e educação fraca que era passado, em seu livro “aprendendo inteligência”, muito cita a diferença de educação e a média de Q.I. comparando o Brasil com países como o Japão que em 2008 era 20 pontos maior do que o resultado Brasileiro. Desse modo, explicitando a diferença de ensino, e a real razão de que a grande maioria das pessoas que continuam a vida acadêmica após a escola são os alunos das redes privadas, o qual bem como pelo benefício do dinheiro são privilegiados.

Evidencia-se, portanto, que o sucateamento da educação pública é um grande privilégio para as os alunos da rede privada, pela amplificação da desigualdade de ensino. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação investir em uma base sólida e mais igualitária de ensino, por meio da padronização do ensino, e adaptação das provas vestibulares, as quais deverão atingir ao padrão e média nacional, mediante a implantação de indicadores e grandes investimentos e aumento de verba destinados à melhora da qualidade de ensino brasileira. Feito isso, o Brasil dentro de alguns anos conseguirá subir a média nacional como um todo e deixar a educação mais acessível as pessoas.