O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 10/11/2021

Segundo uma citação do ex-presidente Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Em paralelo com a atualidade, a desigualdade no Brasil é muito presente e afeta as redes escolares, necessitando de recursos que contornem essa situação. Diante disso, devem-se evidenciar dois principais fatores que concretizam a problemática: a entrada precoce no mercado de trabalho e a falta de democratização de recursos básicos.

Primeiramente, deve-se compreender que o estudo deixa de ser prioridade para parcelas mais carentes da população, haja vista que a priorização do trabalho é essencial para garantir o sustento. Além disso, pesquisas realizadas pelo Ministério da Educação, afirmam que o abandono escolar por alunos da rede pública no primeiro ano do ensino médio tangencia a marca dos 30%. Nesse contexto, é notável que os níveis de desigualdade social tiram os jovens das redes de ensino precocemente, gerando dificuldades para especializações profissionais futuras e um déficit no sistema educacional brasileiro.

Outrossim, fica evidente o conceito de “democratização do espaço público”, como orquestrado pela filósofa Hannah Arendt. Em vista disso, o conceito afirma que é dever do estado garantir direitos igualitários e acessíveis, como a educação, para todos os cidadãos, incluindo camadas desfavorecidas da sociedade. Nesse sentido, durante a pandemia do coronavírus, a desigualdade escolar foi amplificada, de modo que não houve recursos para aulas remotas no sistema público. Dessa forma, conclui-se que os meios públicos educacionais são mais precários do que as redes privadas, e a desigualdade social reflete diretamente no ensino do país.

Portanto, para que a desproporção social não gere problemas para os sistemas de educação brasileiros, é mister que o Ministério da Educação conscientize a população sobre a gravidade da desigualdade nas redes públicas de ensino. Para isso, tal medida deve ser concretizada por meio de projetos realizados por especialistas na área da educação que visem a atenuação da desigualdade e a retomada dos jovens para as escolas. Ademais, os projetos devem priorizar a alfabetização, a fim de formar indivíduos com uma qualidade de ensino considerável. Desse modo, com o intuito de diminuir os impactos que a desigualdade social causa nos meios escolares do país, o ensino seria um meio eficiente para mudar o mundo, assim como dito na citação de Nelson Mandela.