O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 11/11/2021
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”, citação de Nelson Mandela, advogado e ex-presidente da Africa do Sul, foi vítima do regime político mais desigual que já existiu. Diante do exposto, é visível que a educação é uma arma extremamente importante na luta contra as desigualdades. Todavia, o Brasil possui uma grande desigualdade escolar, causada pricipalmente pela falta de orientação familiar e por conta dos altos níveis de desigualdade financeira.
Primordialmente, a falta de apoio familiar aos estudantes é na maioria dos casos o maior fator que impacta a vida do indivíduo. Diante disso, Jurgen Habermas, com o conceito, “ação comunicativa”, diz que: “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Com base nesse conceito fica evidente que a falta de um bom diálogo e de uma boa orientação, ocasiona em diversos problemas, como a evasão escolar e o alto índice de reprovação, na rede pública esse índice chega a ser 10 vezes maior que nas instituições privadas, de acordo com o Ministério da Educação.
Ademais, o Brasil sofre com altos níveis de desigualdade financeira, que refletem em outras áreas da sociedade. Além disso, o educador Paulo Freire diz: “Se a educação sozinha não muda uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, com base nessa citação, fica perceptível que o melhor mecanismo para diminuir a desigualdade financeira seria por meio da educação. Entretanto, no Brasil, a educação é vítima de desigualdade, grande parte dos estudantes que frequentam escolas públicas, contam com um sistema de ensino de baixa qualidade. Essa grande discrepância sendo evidenciada pela pesquisa do Banco Mundial (Bird) que colocou o Brasil como o nono país mais desigual do mundo.
Portanto, é de extrema importância que se erradique a desigualdade escolar. O Ministério da Educação deve realizar investimentos para melhorar o sistema público de ensino, para que se consiga entregar uma educação de boa qualidade aos estudantes da rede pública que somam mais de 80 por cento dos estudantes do país. Isso por meio de, treinamento profissionalizante para os funcionários da educação, de inovações tecnológicas a fim de melhorar as escolas públicas, podendo assim atingir uma igualdade estudantil e em pouco tempo a igualdade financeira.