O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 12/11/2021
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. A frase dita por Immanuel Kant evidencia o papel da escola como formadora das pessoas, que formarão a sociedade. Além disso, a educação é um direito de todos brasileiros, assegurado pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 6º. Todavia, o acesso a tal direito se mostra fraco quando se observam as desigualdades escolares que acarretarão nas disparidades sociais. Logo, é necessária a análise dos fatores que geram em tais diferenças no ensino e buscar meios para contornar os impactos.
Em uma primeira análise, fica evidente que as escolas públicas não conseguem manter seus alunos, dado que a taxa de abandono, segundo o INEP, nas escolas públicas é cerca de cinco vezes maior do que a taxa nas escolas particulares. Ou seja, as instituições públicas, infelizmente, não são suficientemente atrativa para seus estudantes, assim deixa de formar uma enorme massa de pessoas que ficarão à margem da sociedade.
Visto que, a falta de “atrativo” é causada pela má qualidade do ensino e pela falta de ferramentas pedagógicas, tornar o espaço escolar empolgante se torna uma tarefa quase impossível. Uma vez que os professores em geral tem uma formação ruim e as instituições recebem poucas verbas (O MEC previu um redução em 4 bilhões de reais para 2021).
Em suma, cabe ao Governo Federal, juntamente com o MEC, uma mudança profunda na formação dos professores e demais pedagogos, além de maior investimento. É fundamental que seja modificada a forma de se pensar o ensino, para torná-lo mais atraente. Isso pode ser feito, com o auxilio de mais verbas, com uma dinamização das aulas e das tarefas dentro de sala, com uso de mais ferramentas (viabilizadas com um aumento da verba). Assim, tornando as aulas mais atrativas, pode-se esperar uma diminuição da evasão nas escolas públicas e consequente diminuição nas disparidades entre pessoas formadas em escolas particulares e públicas, tornando a sociedade futura mais igualitária.