O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 12/11/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, é direito de todo cidadão brasileiro o acesso a uma educação básica de qualidade. Entretanto, essa não é a realidade para uma grande parcela dos brasileiros, que lidam com os impactos das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Diante disso, cabe ressaltar as dificuldades vividas pelos cidadãos, a inoperância estatal e o baixo aspecto sociocultural como fomentadores em questão.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a desigualdade social representa a grande diferença no padrão de vida e nas condições de acesso a direitos, bens e serviços entre uma sociedade e outra, se manifestando então de diferentes formas como: no âmbito social, nas escolas públicas e privadas, em ambientes profissionais, de saúde, moradia dentre outros. Contudo, a desigualdade escolar se agravou drasticamente no último ano, devido a pandemia do novo vírus SARS-Cov2, atingindo principalmente os estudantes de baixa renda e de regiões mais afastadas, no qual o acesso a internet e aos materiais de apoio é bastante precário. De acordo com a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), o abandono escolar teve grande influência com a implementação, do ensino remoto e das diferenças de materiais de apoio ofertados para o ensino público e privado.

Outrossim, o portal de notícia O GLOBO, mostrou que em 2020 foram destinados apenas 72% dos recursos necessários para a manutenção do ambiente educacional em todo país, causando a ineficiência governamental em construir melhores condições para o âmbito escolar. É inadmissível, um país no qual é socialmente democrático não ser capaz de elaborar medidas eficientes e necessárias para esse grande prejuízo social, no qual afeta milhões de pessoas a todo instante. Conforme a filósofa Hanna Arendt “O objetivo da educação totalitária nunca foi incutir convicções, mas destruir a capacidade de formar alguma.” Nesse caso, as escolas públicas são as que mais sofrem perdas severas de alunos de todas as idades. Percebe-se, então, como é inaceitável que o Estado não seja capaz de garantir o acesso à uma educação básica e de qualidade, como é previsto pela Constituição Federal de 1988.

Portanto, medidas são necessárias para que a questão das desigualdades sociais nas desigualdades escolares seja resolvida. Fica a critério do Ministério da Educação (MEC), criar leis que favoreçam os alunos de todas as faixas etárias, criando um meio de chamar a atenção de ordens governamentais para que aumentem a quantidade de verbas escolares fornecidas, expor as desigualdades escolares em redes sociais que possuem grandes visibilidades, com o intuito de chamar a atenção de empresas de grande porte, para então ficar um ensino igualitário junto com as instituições privadas.