O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 13/11/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos possuem direito de acesso a  mecanismos de educação com qualidade. Porém, tal prerrogativa não vem se concretizando, visto que  cada vez mais vem se evidenciando  que as desigualdades sociais se alastram não somente aos campos economicos das familias de baixa renda, mas também na educação devido ao baixo investimento  e ausencia de ações estatais, assim como as desigualdades economicas que permitem a persistência da problemática.

Em primeira análise, torna-se válido ressaltar que o Estado se mantém muitas vezes alheio em relação a melhorias no ensino público e se torna omisso ao não procurar mecanismos mais acertivos para a população de baixa renda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de evasão  em escolas públicas cresce aproximadamente  8% dos estudantes até o Terceiro ano do Ensino Médio, onde se concentra em grande maioria estudantes de baixa renda, que devido a suas condições socioeconomicas necessitam trabalhar para complementar a renda familiar. Desta forma, é de extrema importância uma papel mais ativo do Estado a fim de mitigar a evasão escolar.

Além disso, as consequentes diferenças socioeconimicas, se tornam outro entrave que torna esta problemática ainda mais visivel. De acordo com o Programa para Desenvolvimento das Nações Unidas(PNUD), o coeficiente de gini do Brasil está em aproximadamente 0,539, demonstrando que uma pequena parcela da população brasileira concentra a maior parte da renda, tornando a educação elitizada para aqueles com abundância em recursos financeiros, e criando uma lacuna ainda mais visível na qualidade de educação recebida pelas pessoas de baixa e alta renda. Desta forma, o Ministério da Economia   deve buscar maneiras de distribuição de renda a fim de tornar acessivel a educação de qualidade a todos.

Portanto, o Estado deve incentivar a melhoria de qualidade em escolas públicas através de maior liberação de verba e  criação de novas estruturas escolares que possam atender com maestria as necessidades educacionais dos estudantes pareando a qualidade escolar pública e privada. Paralelamente o Ministério da Economia deve buscar alternativas para distribuição mais igualitaria de renda e profissionalizar pessoas de baixa renda através de cursos gratuitos distribuidos pelo governo, melhoranda a qualidade de vida das familias de baixa renda, reduzindo a evasão escolar e tornando a premissa de educação de qualidade para todo cidadão brasileiro proposta pela nossa carta magna uma realidade.