O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 16/11/2021

Na decada de 70, o Brasil passava pelo grande milagre econômico, nesses anos o produto interno bruto (PIB) do país cresceu de 9% para 14% ao ano. Entretanto, o crescimento acompanhado da crescente desigualdade social, que trouxe consigo mazelas para a saúde, transporte e principalmente para educação da população mais pobre. Portanto, a desigualdade social afeta diretamente a equidade na educação e deve ser revista para haver melhoras nos índices de escolaridade do Brasil que são péssimos.

Primeiramente, vale salientar que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, hodiernamente ocupa o 7° lugar no ranking mundial do desequilibro de renda, e nos últimos anos subiu de 0,83 para 0,89 no índice de GINI ( quanto mais perto de 1, mais desigual). Esse cenário, afeta diretamente a divisão de renda, o saneamento basico e consequentemente a qualidade da educação, pois, crianças com tais problemas encontram muito mais dificuldades para frequentar a escola e aprender.

Ademais, toda essa dispariedade acarreta problemas na educação, pois, como os alunos não tem condições dignas para sobreviver acabam abandonando as escolas, muitas vezes para trabalhar e ajudar no sustento de casa. Essa situção se dá, pelo fato de que ninguém pode e conseguer se concentrar nos estudos com fome. Por conseguinte, o Brasil enfrenta uma crise nas bases educacionais, ocupando o 60° lugar em ranking de educação divulgado pela pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em suma, para melhorar na educação é necessário haver um combate ao desequilíbrio social. Logo, cabe ao Ministério da Educação, através do projeto “Escola Legal”, fazer um auxilio monetário (distribuindo para os alunos pelo cadastro unico) que supra as necessidades básicas das crianças de baixa renda, havendo assim condições dos alunos se dedicarem as atividades curriculares. Assim, haverá mais igualdade e a educação voltará a melhorar.