O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 14/11/2021
Na obra “Quarto de Despejo”, a autora Carolina Maria de Jesus, expõe, em um livro autobiográfico, a negligência do poder estatal em fornecer direitos previstos constitucionalmente. Observa-se que as falhas descritas no livro são persistentes no atual cenário, uma vez que esse contexto deleterio é percebido na ausência do apoio escolar, onde é negado uma parcela consideravel da população. Diante desse óbice, cabe analisar tanto a negligência estatal quanto a apatia social como fatores determinantes para a construção dessa problemática.
Primordialmente, é imprescindivel destacar que a persistência do impasse se deve, principalmente, à omissão do estado, uma vez que esse não executa, de forma satisfátoria, o direito à educação na Constituição Federal de 1988, corroborando com a preocupação em torno do tema. Avista disso, o poder executivo falha, pela falta de políticas públicas eficazes, em garantir o direito de uma educação digna à malha social, através de mais investimentos em educação em prol da sociedade, indo contra os príncipios básicos positivados.
Outrossim, cabe ressaltaer que a apatia social contribui para insuficiência de ações estatais. Isso ocorre porque a desmobilização de movimentos sociais e falta de cobrança coletiva de forma organizada comprometem a atenuação da negligência estatal. Conforme Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polaco, em sua obra “Mordernidade Líquida”, o corpo social passa a encarar os fatos a partir da perspectiva do individualismo comunista ao invés da moral coletiva, levando a falta de empatia e falta de senso de comunidade. Assim, torna-se imprescíndivel a efetivação de políticas que alterem essa condição.
Torna-se importante, portanto, ações que enfrentem o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Para isso, é necessária uma alteração no comportamento da sociedade cívil organizada, na cobrança de atuação do Ministério da Educação frente a efetivação de politicas públicas referente à correção das desigualdades no acesso à educação de qualidade. Isso será feito através de mais investimentos na áreas escolares, melhorias nas estruturas e com foco aos profissionais e sua forma de interagir,modificando grande parte das aulas ,com uma maior interação, criando salas com psicólogos, psicopedagogos e conselheiros para conversas de orientação, essas alternativas serão realizadas com verbas provenientes do fundo rotativo orçamentário, com intuito de mitigar a problemática. Desse modo, será possivel ter um elo entre aluno e educação independente de sua classe social.