O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 16/11/2021

Após a Revolução Francesa, a educação se tornou um direito social de todos os indivíduos que integram a sociedade e, dessa forma, contribuiu para a democratização do conhecimento e a consequente ascensão social. Entretanto, no Brasil, a educação pública, que a maioria da população possui acesso, costuma ser de qualidade inferior quando comparada com o ensino particular, recurso que só um grupo privilegiado de pessoas detém. Assim sendo, como a educação se trata de um importante agente social, essa diferença significativa entre o ensino público e o privado, contribuiu para que a desigualdade social se torne cada vez mais dantesca e nociva para o corpo social brasileiro.

Além disso, durante a pandemia em decorrência do novo coronavírus, ficou notório como a desigualdade social pode afetar negativamente a educação, pois, ao longo de tal período, houve um aumento significativo da evasão escolar. Esse fato pode ser explicado pela baixa segurança econômica que a maioria da população brasileira possui e, em decorrência disso, jovens abandonam seus estudos por falta de expectativas e para contribuir com a renda de suas residências.

De acordo com Paulo Freire, atual patrono da educação brasileira, o ensino é o método mais eficaz de assegurar a transformação social e, consequentemente, garantir que os indivíduos de determinada sociedade tenham a possibilidade de elevar o seu padrão de vida. Desse modo, percebe-se que a educação é a base de toda a construção de uma sociedade contemporânea e, devido a isso, ter esse elemento pouco desenvolvido pode acarretar em um efeito dominó negativo para todas as esferas sociais, sendo o elemento mais prejudicial a desigualdade economia e social.

Urge, portanto, uma atuação mais enérgica do Estado para frear a desigualdade social em decorrência das desigualdades escolares. Cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Educação, destinar verbas para: reformas nas instituições públicas de ensino, contrato de profissionais da educação qualificados, aumento de salários dos professores e programas que visem melhorar os métodos de ensino. Dessa modo, a educação seria, gradualmente, mais acessível e valorizada, enquanto a desigualdade social seria combatida e reduzida.