O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 16/11/2021
Desde de 1988, com a formação de uma nova Constituição Brasileira, o ensino público foi integrado completamente como dever do Estado, conforme o artigo 6º da atual Constituição. Com isso, independentemente da situação financeira, todos conseguem frequentar, sem custos, uma instituição de ensino. Entretanto, as desigualdades sociais interferem diretamente, impossibilitando que muitos jovens e crianças frequentem as escolas, pois a diversos fatores que influencia diretamente os mais carentes financeiramente.
Em primeiro plano, destaca-se o alto nível de reprovação e desistência dos estudos em escolas públicas, que de acordo com a revista Exame, é 10 vezes maior do que em escolas particulares. Com isso, fica evidente a influência socioeconômica na vida estudantil, que apenas oferecer uma instituição de ensino de graça não é o suficiente, pois necessita de agregados como: transporte gratuito, alimentação e incentivo.
Soma-se a isso, a cultura capitalista que está enraizada na história do Brasil, que até no Antigo Regime, apenas os mais afortunados economicamente conseguiam estudar, deixando assim, os mais vulneráveis à mercê dos ricos, pois não existiam expectativas para o crescimento pessoal. Mesmos décadas depois, ainda existem consequências diretas desse regime. Os mais ricos tem tempo e dinheiro para investir na educação, o mais pobres necessitam sair do colégio para ajudar na renda familiar.
Desse modo, grandes medidas devem ser realizadas para resolver esse impasse. O Ministério da Educação em parceria com os Secretários de Educação de cada estados, realizarem pesquisar em escolas públicas, e investirem na vida escolar e pôs escolar dos estudantes carentes financeiramente, como: transporte gratuito e alimentação, com a verba arrecada de instituições de ensino privadas, a fim fornecer estrutura e evitar abandono e reprovações desse alunos.