O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 17/11/2021
Com o advento da Segunda Revolução Industrial, aliada ao capitalismo, houve no mundo um crescente desenvolvimento financeiro. Todavia, o acesso ao desenvolvimento não foi de forma igualitária, o que potencializou, nos dias atuais, a desigualdade social, principalmente, no ambiente escolar. Diante disso, são necessárias medidas para solucionar esse impasse, o qual é motivado pelo silenciamento do tema e pela ingestão governamental.
De início, é válido ressaltar que a carência de discurssões acerca das desigualdades sociais é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do ‘‘Silenciamento dos Discursos’’, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob esse viés, na sociedade brasileira contemporânea, a perspectiva do autor pode ser aplicada quanto às desigualdades, uma vez que o assunto pouco é debatido no ambito midiático, o que acarreta a manutenção do problema no país e por consequência reflete no ambiente escolar. Dessa forma, devido a carência de visibilidade dada a questão, a problemática se mantém no Brasil.
Em consonância, o desserviço estatal contribui para a perpetuação do problema no país. Sob essa optica, o filósofo Zygmund Bauman criou a exressão ‘Intituições Zumbis’, a qual diz respeito ao fato de que algumas coorporações, como o Estado, estarem perdendo sua função social. Nessa perspectiva, a premissa sobredita se aplica no contexto nacional, pois o poder público se faz omisso não só para previnir a questão da desigualdade escolar, haja vista a carência de muitas escolas públicas no país, que se quer têm ítens básicos como, materiais escolares e lanches. Dessa forma, o futuro desses alunos pode ficar comprometido e manter assim o ciclo vicioso de desigualdade.
Portanto, faz-se necessário ações para conter a desigualdade no ambiente educacional. Para tanto, o Governo Federal, principal responsavel pela distribuição de verbas, por meio da mídia, deve promover campanhas nacionais que discutam a temática e tentem minimiar a discrepância social no ambiênte escolar, a fim de dar maior visibilidade ao assunto. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, cobrar do Goveno, uma mudana no atual quadro de irregularidade social, uma vez que a crianças dependem disso para terem um futuro mais promissor.