O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 19/11/2021
Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU), declarou o acesso à internet um direito humano. Atualmente, a indisponibilidade desse serviço para a população tem sido um dos fatores contribuintes para o aumento da desigualdade social. Essa desigualdade por sua vez, impacta de forma negativa e agrava ainda mais a desigualdade escolar no Brasil. Dessa forma, é necessário analisar como a diferença no padrão de vida e nas condições de acesso a direitos entre a sociedade somada à falta de recursos e investimentos governamentais nas escolas é capaz de interferir da educação brasileira.
Em primeiro viés, é notório a diferença do padrão de vida entre os integrantes da sociedade. De um lado, uma pequena e elitizada parcela da população possui amplo acesso a um ensino de qualidade em escolas privadas. Em contraste, a outra parte da população, marginalizada e de baixa renda, sofre com a dificuldade de não possuirem o básico do ensino. Segundo dados da revista Exame, hoje no Brasil, somente 20% dos estudantes têm acesso à educação de qualidade enquanto mais de 1/4 dos alunos da rede pública abandonam as escolas e/ou são reprovados com indíces baixissímos de aprendizagem. Sendo assim, é evidente a desigualdade da educação ofertada à população, de acordo com o seu nível social.
Em segundo viés, a falta de recursos e investimentos do governo em escolas de regiões menos desenvolvidas socio e economicamente afeta diretamente a qualidade de aprendizagem dos estudantes, aumentando e fazendo com que persista a desigualdade escolar. De acordo com o filósofo Rousseau, é importante que o Estado aja em coletividade com a sociedade para um clima harmônio e desenvolvido. Posto isso, uma vez que o governo não contribui com recursos para a educação, torna-se evidente a ineficácia do Estado, que acaba, na maioria das vezes, não cumprindo seu papel perante à educação.
Urge, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar essa problemática. O Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal - poder executivo do país- deve investir no desenvolvimento de projetos sociais e educacionais, por meio de incentivos econômicos para as familías mais pobres e também a contratação e disponibilização de recursos nas escolas da rede pública, com a colaboração das redes privadas, a fim de diminuir a desigualdade social e escolar e proporcionar uma educação de qualidade para os jovens brasileiros. Somente assim, poderá haver igualdade e coletividade na sociedade brasileira.