O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 18/11/2021
O livro “O cidadão de papel” de Dimenstein, trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica do autor é verificada na desigualdade social presente nas instituições de ensino do país, que apresentam dificuldades em promover uma educação de ponta para a parcela mais precária do tecido civil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema, que se enraíza na ineficiência governamental e na falta de investimentos.
Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a ineficiência governamental é um fator do problema. Para Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a educação da nação verde-amarela, visto que, grande parte dos alunos que frequentam escolas públicas, ao menos terminam o ensino fundamental, ocansionando, então, muitas vezes, em uma vida adulta marcada por grandes dificuldades, ou seja, a situação final é contraditória ao pensamento do filósofo. Assim, para que tal bem-estar seja usufruido, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Observa-se, além disso, os impactos da falta de investimentos na problemática. Karl Marx explica que, em uma sociedade capitalista, o capital é o centro. Portanto, para resolver a questão da desigualdade é preciso de capital investido, pois as escolas privadas, em sua maioria, apresentam excelentes profissionais, alimentação e estrutura que atendem todas as necessidades do estudante, diferente das escolas públicas que, em grande parte, carecem dos principais recursos educacionais. Assim, para que a educação seja promovida, urge que as iniciativas pública e privada destinem dinheiro para este fim.
Sob esse viés, tais entraves precisam ser solucionados. Posto isso, é imperioso que o governo federal, na figura de Ministério da Educação - braço do governo responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE)-, juntamente a empresas público-privadas, criem estruturas educacionais que sejam iguais ou muito próximas ao nível de uma infraestrutura privada, para que a população carente brasileira possa usufruir de uma excelente educação, o que fara com que seu futuro seja melhor e, consequentemente, mudará a maneira em que a educação brasileira é vista. Com isso, a desigualdade citada por Dimenstein poderá ter um fim.