O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 19/11/2021

Segundo o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, compreende-se que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Análogo ao seu pensamento e dentro do contexto hodierno da nação verde-amarela, é notório que há uma omissão no que tange o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Esse revés ocorre tanto pela distribuição de renda desigual, como também pela falta de estrutura educacional para determinadas redes de ensino.

Em primeira análise, a distribuição de renda desigual é um fator determinante no ensino e na desigualdade social. O escritor brasileiro Paulo Freire esclarece em seu livro “Pedagogia do Oprimido” que a educação tradicional apoia e mantém o status da sociedade. Todavia, o país caminha na contramão dessa ideia, tendo em vista que o ensino de qualidade atualmente é para quem possui dinheiro, o que impede um avanço na sociedade já que a educação de qualidade deveria ser um direito de todos.

Em segunda análise, é visível como a estrutura precária em determinadas redes de ensino prejudica a construção de um tecido civil próspero. A melhor definição desse acontecimento surge no pensamento da filósofa francesa Simone de Bouvair, com a afirmação que o mais escândaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Dessa forma, é fato que a sociedade já se habituou com o ensino precário, que o Estado não toma medidas preventivas para uma mudança e que isso prejudica de forma avassaladora os alunos futuramente.

Mediante ao exposto, é preciso pensar como Nelson Mandela e priorizar uma educação de qualidade diminuindo assim as desigualdades socias. Para isso, é fundamental que o Ministério da Educação em parceria com as escolas, promova um aumento na distribuição de verbas escolares, através de leis e projetos estaduais, para que os alunos possam ter um ensino de qualidade, a fim de realizar um progresso na educação brasileira. Além disso, políticas públicas para o melhor desenvolvimento dos alunos, já que a aprendizagem  é essencial nos primeiros anos de vida para uma mente mais capaz e desenvolvida.