O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 20/11/2021

O filósofo Immanuel Kant em um de seus livros, cita que a educação é primordial para moldar o futuro cidadão. Entretanto, evidencia-se que existe uma intersecção entre a desigualdade social e educacional, fazendo com que alunos nas camadas econômicas mais baixas do país, sejam prejudicados ao decorrer da sua formação. Nesse sentido, torna-se necessário analisar os fatores que causam a óbice nessa correlação, que são, a falta de projetos políticos para melhorar a educação pública no país e, também, a ineficácia estatal em combater a disparidade econômica entre os brasileiros.

Diante disso, em primeiro plano, vale ressaltar que, atualmente o modelo político é pautado na democracia indireta, na qual é necessário que os cidadãos elejam os seus representantes. Entretanto, existe uma cultura nociva no âmbito administrativo do país, que realiza uma coerção nos novos eleitos, fazendo com que eles se desviem dos interesses de seus eleitores. Sob essa ótica, existe uma relação com a uma definição de governador legítimo do filósofo Montesquieu, em seu livro “O príncipe”, o qual, ele explica que os administradores de uma nação devem representar os desejos da população para se manter no poder. Dessa forma, nota-se que o plenário brasileiro se encontra repleto de governantes ilegítimos, responsáveis pela falta de emendas para melhorar a educação básica no país.

Além disso, em segundo lugar, vale ressaltar que, o estado está responsável por mitigar a desigualdade social no país. Pois, como dita o modelo econômico atual, o neoliberalismo, é dever da administração do país garantir o bem estar populacional. Entretanto, nos últimos anos, percebe-se a ineficácia estatal para combater a óbice, de acordo com a ONU, organização das nações unidas, o Brasil é considerado um dos países mais desiguais do mundo. Dessa maneira, evidencia-se que a disparidade econômica é responsável por agravar a desigualdade escolar, visto que, a classe alta populacional tem o poder monetário para matricular seus filhos em escolas particulares, porém, a baixa camada da população fica a mercê do que o estado pode oferecer.

Conclui-se que, diante dos fatos mencionados, reconhece-se o problema da desigualdade educacional no Brasil. Portanto, faz-se necessário que o governo federal, mediante o Ministério da Educação, invista na educação básica para reduzir o déficit em relação às intenções privadas, por meio da capacitação de professores e, também, adquira melhores matérias para a população que depende das escolas públicas. Além disso, o senado também deve implementar projetos com o objetivo de minimizar a desigualdade social. Nesse sentido, o intuito de tais medidas é possibilitar que o jovem em idade escolar tenha o melhor amparo escolar possível para reduzir as desigualdades.