O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 20/11/2021

“Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilização de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada nos impactos trazidos pelas desigualdades sociais nas escolas. Com isso, emerge um sério problema, em virtude da ineficiência governamental e também da elitização.

Diante de tal contexto, é interessante pontuar que a negligência estatal é uma das grandes causas do problema no país. De acordo com a Constituição federal de 1988, a educação é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que todo cidadão tem direito a equidade na sua formação escolar. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela falta de investimento, afetando a qualidade de ensino de alunos menos favorecidos. Então, é inadmissível a ineficácia do governo em não atender as garantias básicas da população.

Ademais, a elitização é outro grande dificultador da problemática. Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Entretando, observa-se no país que as melhores oportunidades estão para indivíduos com maior poder socioeconômico. Dessa forma, pessoas com menos condições são esquecidas, e por muitas vezes não conseguem ter acesso à um ensino de qualidade, aumentando as taxas de abandono e reprovação. Assim, também, provocando dificuldades para posteriormente ingressarem em um Ensino Superior.

É imperativa, portanto, a necessidade de mecanismos para minimizar as desigualdades sociais nas escolas. Para tanto, o Ministério da Educação, órgão responsável por assuntos ligados a aprendizagem no país, deve destinar mais investimentos para a estruturação do Ensino Público e qualificação dos profissionais, por meio de iniciativas privadas, a fim de formar indivíduos mais preparados para o futuro.