O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 21/11/2021
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, a desesperança refletida no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelo impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental em dar esse apoio estudantil e a falta de medidas eficazes no combate à pobreza no Brasil .
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do estado potencializa a desigualdade escolar. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, sobretudo o Ministério da Educação, a desvalorização aos professores e as precárias condições de ensino configuram um cenário de descredo e descaso na formação básica pública . Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a escassez de medidas eficazes no combate à pobreza como outro fator que contribui para a manutenção do problema . Posto isso, de acordo com G1 , as populações mais pobres tendem a deixar a escola mais cedo para trabalhar, pois geralmente a renda mensal dos pais é muito baixa, ou seja, não cobre todos os custos. Além do exposto, segundo o Ministério da educação, outros fatores como a gravidez na adolescência e violência, presentes nas camadas mais baixas da sociedade , são problemas que contribuem para as desigualdades no meio escolar.
Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar as desigualdades sociais . Dessarte, a fim de promover uma melhora significativa na questão das diferenças estudantis, é preciso que o Ministério da educação – por intermédio das Escolas – padronize o tipo o nível de ensino, tanto na valorização dos docentes, quanto em material didático,. Paralelamente, é imperativo que outras áreas do Governamentais, como o Ministério do Trabalho e o da Economia, forneçam incentivos a pequenas empresas contratantes, a fim de amenizar o grande problema da pobreza no país. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.