O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 07/03/2022

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade, uma vez que a desigualdade social no meio estudantil se mantém em evidência. Sendo assim, percebe-se a configuração de um complexo empecilho, que se enraíza na insuficiência legislativa e na banalização do impasse.

Nesse cenário, convém ressaltar a carência de leis efetivas. Nesse sentido, conforme o filósofo Rousseau, é responsabilidade do Estado garantir os direitos sociais, como a educação. Contudo, é evidente que o governo não cumpre seu papel corretamente, tendo em vista as pessoas de renda baixa que não possuem um computador ou conexão à internet, dificultando, assim, o acesso à escola e aos conhecimentos didáticos do ensino à distância.

Ademais, deve-se apontar a trivialização como impulsionador do revés. Desse modo, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele”. Nessa ótica, percebe-se que a discrepância escolar é tratada como algo comum, haja vista, o mito da meritocracia, ou seja, se um estudante sem recursos não conseguir ter acesso às aulas o problema é dele. Logo, esse cenário não pode perdurar.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver os obstáculos. Dessarte, o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas federais, deve disponibilizar aparelhos eletrônicos para os alunos de classe baixa, a fim de garantir o acesso às aulas remotas. Assim, para que a nação verde-amarela se estabeleça mais igualitária, segundo a Declaração Mundial dos Direitos Humanos.