O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 23/01/2022
Conforme a Constituição de 1988, a educação é um direito de todos, sendo dever do Estado junto com a família. Entretanto, por causa da grande desigualdade social presente no Brasil, muitos indivíduos não possuem um acesso efetivo ao ensino. Esse quadro é fruto de um abandono escolar com as péssimas condições de ensinamento da rede pública.
Nesse sentido, os brasileiros vivem uma diferença de renda com a concentração das finanças. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 26% da população brasileira está na linha da pobreza. Dessa forma, as vidas dessas pessoas são muito distintas, pois em uma família que possui renda baixa, é preciso que a maioria dos membros trabalhem para ajudar financeiramente. Em vista disso, as crianças que precisam frequentar a escola não vão, já que precisam realizar serviços. Assim, esses cidadãos presenciam a evasão escolar, o que prejudica o futuro desses indivíduos.
Além disso, há uma distinção entre o ensino privado e o público, como: melhor estrutura dos colégios, organização e didáticas atualizadas. Nesse contexto, como esses fatores não são uma realidade para as pessoas carentes, isso atrapalha a educação dessas, em razão delas não conseguirem arcar com os gastos das escolas particulares. Com isso, existe a geração de danos na vida profissional do cidadão, pelo fato de muitos indivíduos já conhecerem a diferença de ensino de cada instituição, o que faz optarem pela pessoa que teve uma melhor base educacional. Desse modo, a desigualdade social prejudica os direitos da Constituição Brasileira.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo a tarefa de intensificar a Lei 14.284, que trata sobre o Auxílio Brasil, programa que oferece assistência à população de baixa renda, por meio de uma maior disponibilização de capitais para esses indivíduos, à vista de que haja uma menor evasão escolar no país. Ademais, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pela área, o dever de melhorar o ensino brasileiro, por intermédio de reformas na estrutura das escolas, contratação de mais professores e a disponibilização de livros didáticos atualizados. Dessa maneira, espera-se que os dados do IBGE não influenciem tanto nos estudos dos brasileiros.