O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 06/12/2021

É de conhecimento de todos que a desigualdade social é um problema de grande magnitude no Brasil. Além disso, ela não afeta somente a situação econômica do país, mas também a educação, pois impede que classes sociais mais baixas estudem em escolas particulares e tenham uma boa formação acadêmica, gerando uma grande desigualdade escolar.

Antes de tudo, deve-se destacar que estudar em uma escola pública pode ser um problema porque a qualidade das escolas públicas brasileiras, atualmente, se encontra muito abaixo em relação à qualidade das escolas privadas. Uma vez que o ensino público sofre com a falta de investimentos financeiros do Governo, a desvalorização do salário dos professores, a falta de infraestrutura adequada para um bom ambiente de ensino. Por exemplo, segundo um levantamento feito pelo Melhor Escola e divulgado pelo Inep, apenas 46,7% das escolas públicas apresentam rede de esgoto adequado, ao passo de que, na rede privada, esse valor sobe para 89%.

Sabendo-se disso, uma grande desigualdade escolar é gerada no Brasil por conta da desigualdade social, já que as classes sociais mais baixas não conseguem financiar o alto custo exigido pelas escolas particulares para dar uma boa educação às suas crianças, tendo que matriculá-las nas escolas públicas que, muitas vezes, não conseguem levar o aluno até o final do ensino médio, tendo em vista que, a partir de dados do Ministério da Educação e do Inep, a taxa de reprovação e abandono dos matriculados no primeiro ano do ensino médio em escolas públicas é, aproximadamente, quatro vezes maior do que nas particulares.

Portanto, conclui-se que a desigualdade social impacta diretamente a desigualde escolar, e, para combater esse problema, faz-se necessário o investimento financeiro nas escolas públicas e nos salários dos profissionais da educação. Isso deverá ser feito pelo Ministério da Educação, a partir da criação de novos programas de investimento financeiro e da melhoria de programas já existentes (como o Programa Dinheiro Direto na Escola, por exemplo), para o benefício dos alunos de escolas públicas e dos profissionais da educação, com a finalidade de melhorar a infraestrutura das escolas, valorizar os salários dos professores e, assim, gerar uma melhor qualidade de ensino público que irá diminuir a desigualdade social, por criar cidadãos com uma boa base escolar que podem adquirir bons empregos.