O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/12/2021
O direito à educação, setor garantido pela Constituição de 88, é negado a quase 2,8 milhões de crianças e adolescentes, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios. A desigualdade social é o entrave principal da exclusão escolar de tais indivíduos, resultando em problemas como o aumento do número de analfabetos e o agravamento das disparidades sociais. Sendo assim, é necessário discutir esta causa e consequência, para ir rumo à solução desta problemática.
Diante desse cenário, a desigualdade social é o fator que causa a exclusão de milhares de brasileiros do ambiente escolar. Isso acontece porque as pessoas que vivem em situações deploráveis, em que, o que vão comer e onde dormir são suas preocupações, estão sujeitas a colocarem a escola em segundo plano, visto que um indivíduo sem condições básicas de sobrevivência fisiológicas não pode frequentar qualquer outro ambiente que requer dele um bom funcionamento físico e psicológico, como o escolar. Sob esse viés, a novela Chiquititas, transmitida pelo canal de TV “SBT”, retrata a vida de crianças órfãs protegidas pelo Estado, já outras, abandonadas, evidenciando a desigualdade social atual. De um lado, protagonistas que vivem em condições dignas, asseguradas pelo direito à saúde, educação e moradia, por outro, antagonistas que vivem em situações de rua, lutando dia após dia contra a fome, excluindo-se da escola - história repetida fora das telinhas -.
Sendo assim, mais analfabetos são o resultado de uma sociedade desigual, tornando o cenário daqueles que já vivem em situações precárias ainda pior. De acordo com o “IBGE”, mais de 7% dos adolescentes da população brasileira nunca estudaram, e isto agrava, de maneira demasiada, as condições de vida de tais cidadãos, visto que, sem escolaridade, não será possível obter empregos para sustentação individual ou coletiva da família, devido à falta de profissionalização, permitindo que o mesmo não seja empregado.
Portanto, as disparidades da sociedade que resultam na exclusão do brasileiro da escola, possui efeitos maléficos de maneira coletiva (social) e individual, aumentando número de analfabetos na população e tornando ainda mais grave o cenário desidual presente na sociedade. Com isso, tornando escassa a fome e falta de moradia - problemas fundamentais que agravam o fator da exclusão escolar -, existirão mais estudantes e por consequência, mais profissionais, revertendo para a então sociedade igualitária, assim como antecipa a Constituição.