O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 15/12/2021
A luta para vencer a desigualdade escolar
A desigualdade social é um problema que assola o Brasil há séculos e a causa raiz está na desigualdade escolar. A desigualdade escolar possui várias origens mas vale ressaltar 3 pontos principais: falta de estrutura familiar, fatores socioeconômicos desfavoráveis e falta de estrutura física e pedagógica nas escolas públicas.
A desestruturação familiar está relacionada ao baixo rendimento escolar. A maioria das famílias brasileiras não tem acesso ao mínimo de infraestrutura física (como posto de saúde, escolas, bibliotecas, saneamento básico), a moradias dignas, e a segurança alimentar. Nesse emaranhado do caos, as chances de cuidar de sua prole e proporcioná-las desenvolvimento intelectual, físico e espiritual dignos são quase nulas.
Diante deste cenário de desestruturação familiar, cria-se ainda mais a desigualdade social a medida que esses cidadãos, devido as demandas de sobrevivência, não puderam se qualificar de forma adequada tendo em vista ter sido necessário trabalhar desde cedo. Assim, geram-se condições socioeconômicas desfavoráveis para estas famílias já que as mesmas não conseguem trabalho com remuneração adequada e suficiente para suprir suas necessidades básicas.
Outro fator agravante é a deficitária infraestrutura física e pedagógica das instituições. Do ponto de vista pedagógico, muitos professores não possuem formação necessária diante das novas necessidades do mercado de trabalho. Já na infraestrutura física, a maioria das edificações não são adequadas a cada fase de aprendizado além de não ter número de escolas suficientes para atender a todos os estudantes, principalmente na educação infantil pois os pais precisam trabalhar. No ensino fundamental e médio, os estudantes deparam-se com falta de computadores, de acesso à internet, etc, indispensáveis atualmente.
Do exposto, para mitigar o problema da desigualdade escolar faz-se necessário investimento não apenas na infraestrutura das instituições (prédios, transporte escolar, computadores, livros, internet, etc) mas também em um robusto plano de treinamento para formar professores qualificados não apenas no conteúdo do ensino, mas na competência e habilidade do conhecimento para formação do pensamento crítico e principalmente com o acolhimento dos estudantes. Somente assim, a escola estará apta a trabalhar a periferia marginalizada, sem referência, com pais analfabetos, e com sentimento de inferioridade. Os alunos se sentirão parte da escola, entenderão o valor do estudo e a importância para o seu futuro, e assim, transformará sua realidade.