O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 15/12/2021

Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares representa um grave problema que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país hodierno.

Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem os direitos presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem acesso a uma educação de qualidade. A priori, segundo o portal de notícias G1, a pandemia da Covid-19 impossibilitou, com o fechamento das escolas, 463 milhões de estudantes de desfrutarem do aprendizado online, rompendo os princípios do maior documento jurídico brasileiro. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com o público vigente, especificamente com a população carente, restringida do ádito dos benefícios sociais, por exemplo, acesso às escolas igualitárias, já que, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos da atualidade, o governo não investe nas causas essenciais da federação, fato que estrutura à persistência das desigualdades sociais no território.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional, visto que o corpo social desconhece assuntos relevantes, especificamente, os prejuízos das desigualdades escolares. Nesse contexto, conforme o filósofo Platão, em sua obra, “O mito da caverna”, o qual retrata, nos tempos modernos, a sociedade contemporânea, manipulada e privada do conhecimento libertador, capaz de constituir um ser crítico que opta, sempre, pelas garantias constitucionais. Com isso, diante de tal realidade, os cidadãos sofrem perante à desinformação que, nesse viés, ficam a margem de exigir o aprimoramento de seus direitos inerentes, como conformidade no ato da educação entre ricos e pobres, progredindo a manutenção de um modelo de castas. Logo, urge uma mudança para a reversão desse quadro caótico.

Portanto, fazem-se necessárias ações que diminuam todos os impactos das desigualdades sociais nas escolas. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, o aprimoramento e o investimento contínuo nos centros educacionais da nação, mediante verbas do cofre público, com o fito de minimizar a disparidade na educação entre as classes sociais. Além disso, deve providenciar com o Ministério da Cidadania, campanhas que politizem a sociedade acerca da cobrança de seus direitos nacionais. Deste modo, será possível minimizar o óbice em pauta.