O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 01/02/2022
Pandemia, aulas online e home office foram as palavras mais utilizadas em 2020, com a chegada da COVID-19, e como consequência aumento na desigualdade social, visto que diversas famílias ficaram desempregadas nessa época. Contudo, abordar sobre o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares faz-se necessário, posto que muitas crianças devido a ausência das aulas presenciais e desemprego dos pais, foram inseridas ao mercado de trabalho. Além disso, o EAD, estudo à distância, conhecido como aulas online, provocaram uma maior desigualdade social. Dessa forma, é de suma importância discutir sobre essa temática.
Nesse contexto, é notório o aumento do trabalho infantil no Brasil, dado que crianças e adolescentes não tiveram aulas durante um ano. Segundo o site “Guia do estudante”, houve um aumento de 21% do trabalho infantil na pandemia. Embora esse ato seja crime, famílias necessitaram colocar seus filhos para trabalhar, para conseguir uma renda para se alimentar, sendo esse um outro fator provocado pela pandemia, a fome no mundo. Assim, relacionar o trabalho infantil a desigualdade social é relevante.
Outrossim, é perceptível o abismo entre escolas públicas e particulares, uma vez que 21% da população brasileira não possuí acesso à internet, assim os alunos de escolas públicas ficaram um ano e meio sem aula, devido à suspensão das aulas presenciais e substituição das aulas online, enquanto os alunos de escolas particulares tiveram aula todos os dias. Além disso, somente 30% dos alunos que realizaram o Enem em 2021 são de escolas públicas. Então, discorrer sobre as aulas online e as desigualdades escolares faz-se necessário.
Em síntese, para combater esse impasse, o Ministério da Educação, órgão responsável pela educação do país, deverá propor aos alunos de escolas públicas um ano a mais nas escolas, para que seja possível aplicar e ensinar todo o conteúdo perdido durante o momento do ensino à distância. Por intermédio de aulas que ocorreram normalmente na parte da manhã, porém ao invés do ensino médio ir até o terceiro ano, haverá um quarto ano, com intuito de revisar os conteúdos e preparar devidamente os alunos para os vestibulares. Deste modo, os alunos chegarão mais preparados para realizar o vestibular e com maior chances de garantir a vaga em uma excelente universidade. Destarte haverá redução do trabalho infantil e não haverá uma grande desigualdade social nas desigualdades escolares.