O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 08/02/2022

A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nesse contexto, pode ser compreendido como uma descrição metafórica do que ocorre na sociedade quando se fala sobre o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Isso ocorre, seja pela negligência governamental ao tratar da educação, seja pela falta de incentivo às classes mais baixas.

Nessa concepção, é válido destacar que que a negligência do governo gera consequências negativas. Nessa lógica, a Constituição Federal de 1988, o mais importante documento jurídico do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à educação como algo primordial. Entretanto, isso não é cumprido de forma íntegra, visto que na grande maioria dos casos as condições em que as escolas são encontradas é muito precária e a qualidade do ensino é baixa, o que implica na falta de comprometimento dos alunos.

Outrossim, é importante salientar que a falta de incentivo à educação, tanto do governo, quanto da população, gera resultados no futuro. Nesse viés, o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman cita que não são as crises que mudam o mundo, mas a relação das pessoas com elas. À luz dessa perspectiva, é possível notar que as crianças e adolescentes não recebem o incentivo que deveriam, algo que é preciso mudar na mentalidade da população como um todo para ter efeitos positivos.

Fica evidente, portanto, que, diante dos desafios supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Educação verificar as mudanças que são indispensáveis. Essa aplicação deve ser feita por meio de vistorias frequentes nas escolas, com o intuito de melhorar a infraestrutura e analisar a qualidade do ensino que está sendo passado para os alunos, o que irá contribuir com o estímulo à educação.