O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 11/02/2022
Desde a colonização brasileira, nota-se a presença da desigualdade social, e com o surgimento da pandemia da COVID-19 houve aumento nas diferenças entre as classes sociais. De maneira análoga, pode-se citar o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Junto disso, evidenciam-se as causas das desigualdades escolares, como o acesso à aula remota em meio à pandemia, e as consequências dessa desigualdade, como a reprovação e o abandono escolar.
Em primeira análise, observa-se as causas das desigualdades escolares. Sob essa ótica, é possível perceber que as desigualdades sociais estão diretamente ligadas aos problemas escolares, principalmente durante a pandemia: tempo em que estudantes de escolas públicas e de baixa renda dificilmente conseguiam ter acesso às plataformas de aula, seja por falta de internet ou por falta de aparelhos eletrônicos que suportassem o peso das aulas ao vivo e/ou vídeo-aulas. Dessa forma, as aulas online propiciaram o aumento na diferença de qualidade de ensino entre alunos da rede pública e privada de ensino.
Além disso, é evidente que as desigualdades escolares têm suas consequências. Desse modo, é notória a diferença entre as taxas de reprovação e abandono das escola públicas e privadas; pois, segundo o Ministério da Educação e o Inep, na rede pública, somente na 1° série houve 25,5% de reprovação e abandono escolar, já na rede privada, apenas 6,5%, em 2018, e é perceptívle que esses números tenham se agravado com a pandemia do corona vírus. Consoante a isso, percebe-se a falta de conhecimentos e estudos nos jovens que possuem baixa renda, por isso há a necessidade de grandes melhorias na educação pública brasileira.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o abandono e a desigualdade escolar. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, realizar fortes investimentos na educação pública do país, por meio de campanhas e incentivos a nível nacional, a fim de que crianças e adolescentes sintam-se motivados a continuar os estudos, apesar das dificuldades, tais como baixa renda, dificuldade nos estudos, entre outros. Somente assim, as desigualdades inerentes à pandemia poderão ser amenizadas ou sanadas e cumprir-se-à o que diz a Constituição: “Educação é direito de todos”.