O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 14/02/2022
Mesmo estando entre as maiores economias do mundo, o Brasil possui um dos piores desempenhos na área da educação. Essa realidade é fruto da irresponsabilidade estatal que contribui para o aumento da desigualdade no país. Tal desigualdade, portanto, priva a maioria da parcela populacional de uma educação de qualidade, a qual é oferecida apenas nas escolas particulares e leva crianças e adoles-centes a trabalharem para sobreviverem, ocasionando a evasão escolar.
Em primeira instância, tem-se a qualidade da educação pública como maior problema. Sobre isso, o educador brasileiro Paulo Freire afirma a ineficiência do ensino que é dado nas escolas, que não desenvolve o senso crítico, apenas deposita informações sem uso prático. Logo, a educação passa a ser um privilégio para poucos e não um direito de todos, sendo uma consequência da desigualdade social que oprime a camada mais pobre ao não proporcionar uma educação de qualidade.
Ademais, a evasão escolar é um dos impactos da desigualdade presente no Brasil. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância, a evasão escolar no Brasil atinge 5 milhões de alunos. Tal situação é, portanto, um dos principais fatores da desigualdade escolar, pois ao abdicar da escola com o intuito de trabalhar, muitos não voltam a estudar e cria-se um ciclo, em que crescem sem perspectiva, de maneira subisistente, o que é passado de geração para geração.
Diante disso, é importante que o Estado haja para a diminuição da desigualdade social, assim como a educacional. Por isso, é dever do Ministério da Educação reformular a grade curricular do ensino básico brasileiro, de modo a valorizar as ciências humanas, como filosofia e sociologia, importantes para o desenvolvimento da criticidade. Além disso, aulas mais interativas, com debates e práticas de estudo ativo devem ser introduzidas para a melhor compreensão dos alunos. Dessa forma, a educação não será desigual e todos poderão ascender socialmente.