O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 22/02/2022
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se, que na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados por desigualdades sociais e, consequentemente educacionais é amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e o fator financeiro.
A princípio, é impedioso notar que a indiligência do Estado potencializa a desigualdade. Esse contexto de inoperância das esferas do poder exemplifica a Teoria das Instituições Zumbis , do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, inúmeras instituições públicas, geralmente localidades em bairros periféricos, carecem de melhorias tanto em âmbito estrutural, quanto em educacional, referente ao nível de qualificação dos professores.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a escassez financeira como outro fator que contribui para a manutenção da problemática. Posto isso, de acordo com dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é um dos países com maior diferença de aprendizagem entre estudantes ricos e pobres. Além dos empecilhos supracitados, ainda há questões financeiras que atuam como um desmotivador dos indivíduos, já que estes precisam, por vezes, conciliar estudos com trabalho. Logo, é perceptivel que alunos com mais acessos financeiros, possuem mais vantagens na hora do ingresso a faculdade.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Desastre, a
fim de diminuir as diferenças educacionais, é preciso que o Estado, ofereça aos professores um bônus salarial, para que os melhores qualificados permaneçam na rede pública de ensino. Paralelamente, é imperativo que, programas como o PROUNI permaneçam efetivados, como forma de amenizar as dificuldades de pessoas baixa renda na passagem para a faculdade.