O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 03/03/2022

Incompetência. Descaso. Ignorância. Esses são alguns termos que podem ser relacionados com o motivo das desigualdades sociais impactarem tanto as desigualdades escolares. Infelizmente, essa é uma realidade que, além de ser contra a lei, é um aspecto que afeta toda a vida das pessoas.

Em primeiro plano, é indubitável que ao manter uma precariedade na qualidade do ensino público, está-se descumprindo a lei. Como prova disso, é válido salientar o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, o qual garante a educação de qualidade como um direito social. Tendo isso em vista, pode-se perceber que essa norma não tem sido cumprida pelo governo brasileiro, já que o ensino público não é bom, fazendo com que as pessoas precisem buscar estabelecimentos privados para usufruir de uma boa educação. Porém, uma grande parte da sociedade não tem condição de arcar com esses custos, o que acaba criando uma desigualdade e uma estatificação ainda maiores na estrutura social, o que deve ser mudado.

Em segunda análise, é indiscutível que a desigualdade escolar atinge a vida inteira dos indivíduos. Partindo dessa premissa, é possível citar a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a qual apontou que apenas 36% dos alunos que completaram o ensino médio na rede pública entraram em uma faculdade, ao mesmo tempo que 79,2% dos estudantes que vem de escolas privadas entraram. Visto isso, pode-se perceber que a partir de uma educação de má qualidade, poucas pessoas conseguem entrar numa universidade, o que vai diretamente ao encontro da qualidade de vida delas no futuro, dado que, na maioria das vezes, os que têm uma formação têm uma condição financeira melhor, podendo arcar com uma vida mais confortável. A educação deveria ter a mesma qualidade para todos, mas não tem e isso deve ser modificado.

Por isso, é necessário que o governo ofereça um ensino de qualidade na rede pública, por meio de planejamentos e cronogramas de aula que realmente funcionem,da contratação de bons professores e de reuniões,que devem acontecer duas vezes ao mês, para tratar do andamento do bom funcionamento do ensino público. Tudo isso, com o intuito de diminuir as desigualdades sociais e transformar a igualdade e a justiça em realidades.