O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 06/03/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, dificultando a universalização desse direito social tão importante.

Sob essa análise, a parcela da população mais pobre sofre com a falta de condições básicas para ir à escola, enquanto a outra parcela mais estabilizada financeiramente tem mais estrutura para desenvolver apanágio educacional, cultural e social. Tudo isso reflete no acesso à universidades melhores, empregos, empreendedorismo e inovação, que será mais facilmente percebida na adolescência e vida adulta. Nota-se, pois, que esse fator promove uma grave ruptura constitucional.

Ademais, é fundamental apontar a ineficácia governamental como impulsionador da lacuna educacional. Nesse contexto, o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso comum. Diante de tal exposto, o comportamento estatal, para Hobbes, seria identificado como equívoco, dado o pouco auxílio do poder público e seus projetos ineficientes. diante desse cenário, é valido destacar que a falta de debates é uma peça chave do problema.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Por isso, é imprescindível que o governo, por meio do Ministério da Educação, fortaleça os projetos de desigualdade na educação por meio da inclusão social. Dessa forma, é essencial uma mudança de mentalidade inclusiva, afim de que essa problemática deixe de ser realidade.