O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 21/03/2022
A constituição federal de 1988 assegura todos os cidadãos do direito a equidade no ensino, independente da situação social do indivíduo. Sob esse viés, esse direito não é efetivado plenamente, visto que os impactos das desigualdades socias refletem diretamente na diferença no âmbito escolar dos jovens. Por conseguinte, o descaso estatal no fortalecimento de medidas que incentivem e integrem os alunos ao estudo acarretam na solidificação da desigualde no meio educacional.
Em primeira perspectiva, o economista Celso Furtado defende que os problemas sociais decorrem, sobretudo, do subdesenvolvimento do país. Nessa ótica, a teoria de Furtado vai além da deliberação econômica, atinge um sentido educacional aos impactos provenientes das desigualdades nesse meio . Mediante isso, o incetivo estatal aos jovens quanto a escola vem sendo violado, visto que programas de auxílio aos estudantes baixa renda foram cortados e reduzidos, como visto no corte na educação feito pelo MEC, em 2020. Esse cenário, potencializadesigualdades sociais, haja vista que os alunos vulneráveis economicamente são obrigados a abandonarem as instituições por falta de incentivo no acesso ao estudo, o que repercute na evasão escolar e nas desigualdade do ensino privado e público, beneficiando apenas a classe dominante.
No poema de George Bourdoukan sobre diversidade, ele menciona que esta leva a unidade humana que ocasiona na solidariedade e a igualdade. Nesse sentido, a diversidade no ambiente escolar é de suma importância na redução da desigualdade nesse meio e consequetemente os impactos dela na vivência coletiva e a equiparação dos estudantes. Ainda nesse cenário, a não plenitude dessa ação, gera problemas, como o bullying e a intolerância entre os estudantes.
Portanto, medidas socio-estatais necessitam serem fomentadas para solucionar os impactos advindos das desigualdades socais na divergência no ambiente escolar. Logo, o MEC junto das prefeituras, devem incentivar os jovens por meio de projetos educacionais e de iniciação científica, espelhados no “ciências sem fronteiras” para oportunizar os estudantes de experiências antes
vividas apenas pelo alto estrato social. Assim, a oportunidade abrirar portas e servirá de ferramenta no combate a desigualdade social e no meio discente.