O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 15/06/2022
O educador Paulo Freire, menciona em uma de suas teses que a educação deve contribuir para a libertação do homem. Entretanto, no Brasil tal libertação é prejudicada pelo acesso diferenciado entre ricos e pobres, além do desamparo social do grupo periférico. Logo, investigar tais problemas para que a comunidade alcance um senso crítico, proposto por Freire, é necessário.
Em primeiro plano, vale destacar a vulnerabilidade social como perpetuadora da desigualdade escolar. Em sua maioria, quando uma criança nasce em um ambiente de vulnerabilidade, a sua tendência é buscar soluções para a mobilidade social, porém, a falta de acesso à educação de qualidade e recursos para esse investimento individual faz com que esse grupo se veja obrigado a trabalhar em empregos que exijam menor especialização ou, até, sejam aliciados pelo crime. Logo, a evasão escolar de pessoas marginalizadas é nítida e comprovada pelos dados do Atlas da Violência, que mostram a maior chance de pessoas negras e com até 7 anos de estudos de sofrerem homicídio no Brasil.
Em segundo lugar, o acesso a renda contribui para a qualidade no ensino. De forma histórica, a concentração do capital brasileiro permanece num grupo majoritariamente branco - realeza, fazendeiros, políticos -, o que reflete uma cultura de elitização da educação, na qual as escolas públicas recebem pouco investimento quando comparadas às insituições privadas. Essa falta de equiparação didática faz com que a escola reproduza o contexto de desigualdade do país, como relatado pela socióloga e professora da Univerdidade de São Paulo, Márcia Lima, e reforce tal característica em um ambiente que deveria igualar.
Portanto, para que a educação libertadora aconteça de fato é preciso que o acesso a ela seja democrático. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com insituições privadas com foco em educação, deve investir na infraestrutura das escolas públicas do país. Esse investimento acontecerá por intermédio do envio de dados municipais ao Governo Federal e esse irá rastrear as necessidades de cada área - desde material didático à itens para aulas lúdicas -, a fim de instigar criticamente o estudante e formar um ensino qualificado pelo país.