O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 12/04/2022

Gabriel pensador compositor brasileiro por meio dos versos “Acordo não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar. O cara me pede diplomo, não tenho diploma, num pude estudar” retrata um cenário de desigualdade social que afeta diretamente as chances de realização profissional mediante a desigualdade educacional. Para além da produção artística, essa é uma problemática que gera grandes desafios à sociedade brasileira. Com isso é importante compreender a causa e o impacto que permeia esse fato, a citar, a ineficiência do Estado e a imobilidade social.

Em primeira análise, é coerente considerar que o Governo se faz insufiente na oferta de ensino de qualidade tangente a negligência na resolução da desigualdade social. Nessa perspectiva é lícito retomar o estudo do escritor brasileiro Gilberto Dimenstain, o qual define o brasileiro como um cidadão de papel, uma vez que apesar de ter seus direitos assegurados pela Constituição Federal não os têm na prática, ou seja, não usufui dos seus direitos em decorrência das desigualdades que segregam e estratificam a população. Sendo assim a medida que o Estado se faz negligente, os direitos de todos tornam-se privilégios de alguns.

Em segunda análise é importante considerar que a desigualdade social constói um abismo entre os indivíduos e quando refletida no setor cultral da sociedade o distanciamento se dá nas oportunidades. Nessa lógica é considerável lembrar o sociólogo brasileiro Paulo Freire que defendeu que o sujeito educado é aquele capaz de escrever sua história, quer dizer que a educação efiente é um meio de mudança social e em contra partida a falta de acesso a ela transforma esse instrumento de equalidade em palco para a reprodução das desigualdades.

Portanto, torna-se urgente que o Estado, como agente responável por garantir os direitos de todos os sujeitos sociais, invista na educação brasileira, por meio de uma maior oferta de recursos financeiros, de infraestrutura e de profissionais capacitados que possibilitem uma maior equalidade e democratização no acesso a educação. A fim de garatir aos cidadãos brasileiros uma condição de vida mais digna. Permitando dessa forma, que o sujeito seja capaz de escrever sua história e que usufua do que lhe é assegurado, fazendo dele cidadão não só no papel.