O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 16/04/2022
Em tempos de pandemia, o acesso pleno à educação é um recurso escasso que somente as camadas socioeconômicas têm acesso. Se antes as desigualdades entre a rede pública e a privada já eram acentuadas, com o fechamento das aulas presenciais, criou-se um novo agravante ainda maior: Os alunos mais pobres - que estatisticamente são a maioria - perderam o acesso pleno à educação, aos professores, e, de maneira indireta, ao seu futuro, intimamente relacionado a colaboração econômica do indivíduo como cidadão. Entender como a diferença de condições socioeconômicas é capaz de causar meores rendimentos e disparidade de oportunidades é entender como podemos esse problema
A priori, um aluno com menos recursos terá menor disponibilidade de ferramentas, estrutura, e muito frequentemente, a necessidade de trabalho para prover o sustento pessoal. Em conjunto, esses fatores podem reduzir significativamente o rendimento do aluno, pois o mesmo, além de gastar tempo e energia no seu trabalho precoce, gerando cansaço e perca de desempenho, ao chegar em casa, se depara com outras problemáticas: Não possui estrutura para estudar, o ambiente constantemente não é favorável, faltam computadores, o acesso à internet e suas plataformas é precário ou inexistente, a insegurança alimentar assombra a vida dessas pessoas, entre outros fatores nóxios
A posteriori, os esfeitos relatados no ambiente domiciliar também se aplicam no ambiente escolar, porém, no aspecto das oportunidades. Visto que, alunos mais pobres tendem frequentar escolas mais pobres, naturalmente irá exsitir uma menor oportunidade de aprendizagem e aplicação dos conteúdos vistos nessa instituição.
Dessa maneira, com menores recursos financeiros, familiares e estruturais, acrescido da disparidade de oportunidades de aprendizagem entre os estudantes de níveis socioeconômicos diferentes, podemos entender o impacto que esses fatores e seus respectivos subfatores causam na desigualdade escolar. Em casos como esse, é fundamental que o estado crie políticas de assistência estudantis às camadas menos favorecidas, visando diminuir as assimetrias presentes entre os diferentes níveis econômicos, e de quebra, reduzindo drasticamente as chances com que o ciclo da pobreza de perpetu