O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 16/09/2022

O livro ‘‘Eu sou Malala’’, escrito por Malala Yousafzai, retrata a situação da luta por uma educação mais igualitária e acessível para todos, visto que a obra transparece por meio dos desafios e desigualdades sociais enfrentadas em seu país. Assim como na obra, esse panorama está se tornando comum na sociedade brasileira, uma vez que as disparidades educacionais estão cada vez mais grotescas. Nesse âmbito, a narrativa entra em sintonia com a nefasta perpetuação dos impactos das diferenças nas escolas, já que estão intrinsecamente ligados à negligência estatal e ao mal investimento educacional.

De início, vale ressaltar que o desenvolvimento social e educacional é de grande importância para os jovens. No entanto, apesar da excelência na redução dos impactos e disparidades, fica claro na realidade o quão negligente é o Estado com as desigualdades sociais nas escolas brasileiras, principalmente nas públicas, dado que segundo Ministério da Educação(MEC) a taxa de abandono devido as discrepâncias sociais e no ensino é aproximadamente dez vezes maior nas escolas públicas do que as de rede privada. Dessa maneira, tais fatos foram agravados no período pandêmico de COVID-19, ampliando ainda mais as diferenças no ensino, posto que os estudantes de baixa renda não possuem condições de acesso a internet de qualidade e um ambiente adequado de estudos.

Além disso, salienta-se que o abismo originado pelos mal investimentos na educação está interferindo continuadamente no desenvolvimento igualitário nas escolas. Desse modo, pode-se afirmar que provas dessas aplicações de inadequadas é a intensificação de ensino desiguais nas escolas devido a problemas sociais e o aumento de jovens que se encontram na mesma situação que Malala. Nesse viés, é inadmissível que o governo de um país como o Brasil, que possui hodiernamente a décima economia mundial, não invista corretamente no ensino.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, responsável pela formação de futuros cidadãos, promover um ensino igualitário nas escolas verde-amarelas, por meio de investimentos estratégicos e projetos de amparo social, principalmente nas de rede pública, objetivando disponibilizar apoio aos que e encontram-se em situações sociais de fragilidade e erradicar as desigualdades do meio educacional brasileiro. Assim, resultando em uma educação menos impactada pelas disparidades e um desenvolvimento adequado nas escolas, como Malala almejava.