O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 30/04/2022

A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educaçãop de qualidade como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacxto das desigualdades sociais nas escolas, dificultando deste modo, a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva,faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em ums primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de educação de qualidade.Nesse sentido, mais de 80% dos alunos do ensino básico no Brasil estão na rede pública.Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos imdopensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais,é fundamental apontara pobreza como impulsionador do problema no Brasil.Segundo o Inep,11,9% dos estudantes da rede pública abandonam as escolas , visto que, só apenas 1,3% da rede particular abandonam as escolas.Diante do tal exposto, a pobreza é um dos principais fatores que faz com que isso aconteça.Logo, é indispensável que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se,portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescídivel que o Governo Federal e o Ministério da Educação, por intermédio de ações sociais ajude os estudantes de escolas públicasa terem acesso a educação de qualidade, visto que estamos na era da tecnologia e a educação esta em um sistema hibrido.Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente se “contrato social”,tal como afirma John Locke.