O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 30/05/2022
“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Com essa frase, o filósofo Kant, desmosntra a importância da escolarização para todo indivíduo. Todavia, no contexto hodierno, existe uma desigualdade social que provoca uma desarmonia escolar, distanciando-nos dos direitos constitucionais. Nesse cenário, as dificuldades na qualidade do ensino e dos prédios, bem como, a indeferença temporária da sociedade contribuem para continuidade da problemática.
Nessa perspectiva, é importante analisar a presença de docentes descalificados e estruturas escolares precárias para o lecionamento das aulas. Haja vista que são fatores determinantes para um bom compartilhamento de conhecimento, logo, quando não alcançado, os pais buscam alternaivas privadas, dessa forma, segregando a sociedade. Sob essa ótica, pode-se sintetizar essa idéia com o pensamento do psicanalista Chistian Dunker, o qual afirma na “Lógica do Condomínio” que o isolamento das classes abastadas é proposital para que essas pessoas se isolem do suposto “perigo”, abastecendo de situações desiguais.
Outrossim, é válido destacar a ausência de engajamento social como fator que cor-rabora a evasão colegial. Pois, é perceptível um pensamento primitivo de temporário benefício - auxiliar financeiramente e nas tarefas domésticas - contra-riamente não busca uma especialização superior e tornam-se prisioneiros as menores qualificações trabalhistas. Faz-se necessário a analogia com o pen-samento do professor Yuval Harari, em sua obra “21 lições para o século XXI”, afirma que grande parte dos indivíduos não é capaz de perceber os reais problemas do mundo, favorecendo uma postura passiva e apática na sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resoolver o impasse. Assim, cabe ao Ministério da Educação, ampliar as políticas educacionais, para que através de cursos profissionalizantes e disponibilização de verbas para reformas e mellhorais no ambiente escolar, consiga ofecer um ensino de qualidade para todos, sem restringir e delimitar as melhores oportunidades de estudos para os de redes privadas. Deve-se também, com apoio do Ministério das Comunicações, estimular o engajamento estudantil a formação acadêmica por meio de propagandas televisivas e nas redes sociais.