O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/06/2022

O documentário “Nunca me sonharam” é um retrato das distintas realidades presentes na Educação básica brasileira, marcados pela evasão e distorção idade-série. Na curta metragem, existe uma estudante questionando sobre serem o futuro da pátria, mas não verem o que estão melhorando para seus futuros. Fora das telas a realidade é semelhante, logo, convém tanto a precarização da base e o fator financeiro para esse impasse.

Primeiramente, segundo a Constituição Brasileira de 1988, A educação será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Entretanto, Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, das 50 milhões de pessoas com idades entre 14 e 29 anos, 10 milhões, ou seja, 20% delas, não tinham terminado alguma das etapas da educação básica. O que evidencia um problema logo na sua base, ao passo em que o docente mesmo feito essa educação nos primeiros estágios, vai ter dificuldades no aprendizado restante, podendo ocasionar até mesmo reprovações seguidas ou evasão escolar.

Ademais, podemos citar o fator financeiro, que se forma numa espécie de bola de neve. Muitos pais vendo que matriculam seus filhos podem ter a notícia que a escola está em greve ou está com problemas relacionados à infraestrutura, e dessa forma tentam procurar uma escola próxima que posteriomente não tem vagas ou não possui renda suficiente para comprar materiais para o estudante caso seja particular, resultando em deixar estudar em casa, precarizando e dificultando sua formação cognitiva e até mesmo profissional a longo prazo.

Portanto, são necessárias algumas medidas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Conselho Nacional de Educação propor cursos adicionais a alunos como incentivo a leitura, e dar um bônus de recompensa, como tablet ou utensílio de estudo a cada aluno que estiver ativo, incentivando outros alunos a entrarem. E também propor cursos de motivação e acompanhamento psicológico para alunos que se sentem com alguma dificuldade em alguma disciplina, pois a maioria tem certa vergonha em expor dificuldades na sala de aula.