O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 23/06/2022

O índice de Gini é uma medida de desigualdade criada pelo italiano Corrado Gini, seu papel é apontar a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e mais ricos de um país. O índice do Brasil, em 2018, foi de 0,545 sendo o segundo país com maior concentração de renda do mundo. Dessa forma, entende-se que a desigualdade social no Brasil é evidente, influenciando diretamente na desigualdade escolar, criando menos oportunidades na vida dos estudantes de baixa renda, além de aumentar a marginalização dessa parte da população.

Em primeiro plano, vale-se ressaltar que seu status social está diretamente ligado à sua qualidade de ensino. No Brasil 65% dos alunos de escolas privadas fazem parte do maior nível socioeconômico, nelas a taxa de abandono e reprovação é aproximadamente 81,5% menor que a nas escolas públicas como foi constatado pelo Ministério da Educação e Inep. Essa falta de ensino para os estudantes da rede pública traz menos oportunidades de, conseguir bons empregos, ascender-se socialmente e cria menos mão de obra qualificada ao país.

Ademais, é irrefutável que a marginalidade é associada à exclusão social, pois o marginal é visto como a margem da sociedade. Visto isso, pode se dizer que a educação é um instrumento de correção para a marginalização, pois, de acordo com o professor e filósofo Dermeval Saviani, autor de “As teorias da educação e o problema da marginalidade”, a educação tem a função de reforçar os laços sociais, promover a coesão e garantir a integração de todos os indivíduos no corpo social.

Portanto, conclui-se que as desigualdades sociais impactam na desigualdade escolar. Consequentemente os alunos com um status social baixo tem menos oportunidades na vida e aumentam o índice da marginalização da sociedade. Dessa maneira, para que não ocorra a falta de ensino pelas desigualdades é necessário que o Ministério da Educação associado com o Governo, crie campanhas, concursos e bolsas que auxiliem os alunos menos favorecidos socioecomicamente, para que consigam maiores cargos sociais e evitem a marginalização. Já que, esse é um dever do Governo visto no Art. 3° da Constituição Federal do Brasil, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.