O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 07/11/2022

O filósofo Brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, ao adaptar o lema positivista “Ordem e Progresso”, idealizou o cenário de uma sociedade progressista. Lamentávelmente, o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares se opõe a esse paradigma, uma vez que, o contexto atual resulta no retrocesso do desenvolvimento social. Essa quadro fundamenta-se na inoperância estatal e consequentemente impede o avanço do crescimento econômico Brasileiro.

De início, evidência-se a omissão de ação do poder público como mantedora da problemática. Diante disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, afirma em sua obra “Leviatã” que é dever do estado auxiliar e proporcionar caminhos para o progresso coletivo. Contudo, o posicionamento das autoridades frente o cenário atual vai de encontro a ideia de Hobbes, uma vez que, os representantes governamentais se orientam por um viés individualista, visando apenas o retorno do capital político, assim negligênciando os direitos sociais do acesso à educação de qualidade, como afirma o economista Murray Rothbard em sua produção “Anatomia do Estado”. Logo, é notório que o aparte do estado perpetua a desigualdade no acesso à educação no Brasil.

Por conseguinte, o declínio econômico do país é consequência direta da desigualdade estrutural advinda dos processos de colonização. Essse panorama fundamenta-se no descaso do estado para com os investimentos educacionais, implicando na formação de gerações cem por cento dependentes do poder público. Este ponto de vista é sustentado na grande taxa de desistência da escolaridade por parte dos jovens, média de 11,58% de acordo com a revista Exame, impedindo o surgimento de indivíduos aptos ao ingresso no mercado de trabalho, uma vez que não concluem a formação basica e a formação superior não chega a ser uma possibilidade, ocasionando a improdutividade e declínio econômico Brasileiro, em virtude da carência de mão de obra geradora de renda. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, é fundamental a ação governamental no impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Assim, afim de combater a desigualdade do acesso à educação e o decaimento econômico Brasileiro, cabe ao poder executivo federal, mais especificamente o Ministério da Educação, efetivar políticas de investimento educacional, através de ações orçamentárias. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os Brasileiros verão o progresso referido na bandeira nacional Brasileira como uma realidade.