O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 15/08/2022

Embora o Artº 6, da Constituição Federal, impõe que todos os cidadãos têm o direito à educação primordial, percebe -se, na atual realidade brasileira, que não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito aos problemas da desigualdade escolar. Visto isso, os desafios encontrados pelas instituições têm como foco na evasão escolar e na negligência de articulação política escolar.

Nesse quadrante, é preciso, de início, discorrer acerca do abandono estudantil. À vista disso, a obra cinematográfica “Escritores de Liberdade (2007)”, retrata a vida de um grupo discente, desfavorecido socialmente, que frequenta uma escola, do séc. XXI, porém como um modelo anacrônico que não atende esse grupo social. À luz dessa lógica, o país, vai de encontro com essa realidade apresentada pelo filme, dado que a falta de motivação sócio-cognitivo dos indivíduos tem como foco o desinteresse e a saída dos alunos, de instituições.

Por conseguinte, a negligência estatal potencializa o contratempo. Nesse sentido é oportuno rememorar o pensamento do filósofo Karl Marx, segundo o qual, acredita que a educação é um espaço de reprodução ideológica dos interesses das classes dominantes. Por outro lado, no Brasil, essa realidade é interpretada de outra maneira. Haja vista que todos os cidadãos têm o direito ao ensino, independente de sua classe social. Assim, o 4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) afirma que o ensino deve ser de qualidade para todos.

Portanto, é necessário mitigar as relações sociais em âmbito escolar, no país brasileiro. Uma das maneiras para atenuar tal celeuma é o Ministério da Educação (MEC) - responsável pela ampliação e melhoria do ensino estudantil - fomentar projetos interdisciplinares, por meio de atividades práticas, como brincadeiras, aulas interativas, que tenha o foco na interação entre alunos e educadores, além de investir na capacitação do corpo docente, a fim de instigar na comunicação e interesse para não deixar os estudos, em instituições. Ademais, o Governo deve disponibilizar uma renda mensal para as escolas que seriam investidas para melhoria na infraestrutura e em meios tecnológicos para melhor aprendizagem.