O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 05/08/2022
O livro Capitães de Areias, de Jorge Amado, narra a vida de meninos que vivem em situação de rua, longe da educação escolar, como também estampando a desigualdade social e opressão na ficção brasileira. Nessa perspectiva, No Brasil real, essa literatura do inicio do século vinte faz uma crítica social da realidade de milhões de jovens brasileiros sem acesso à infraestrutura, a educação, à saúde e à cultura de qualidade em sua formação. Portanto, sendo uma problemática causada pela negligência estatal e pela invisibilidade do tema na discursão pública.
Nesse sentido, a morosidade do Estado impacta e provoca a manutenção das desigualdades escolares. Dessa forma, o Estatuto da Criança e do Adolescente positiva o direito, ao menor de idade, a educação de qualidade e a um ambiente adequado para a sua formação psicossocial. Porém, a realidade atual é a vunerabilidade de jovens de maioria negra para a criminalidade, semelhante a narrativa de Capitães de Areias, como também um alto índice de abandono escolar de estudantes de escola pública e uma falta de segurança de sua geografia. Em síntese, isso impacta no travamento da produtividade, no avanço econômico para projeções futuras e no maior distânciamento do alto padrão de vida dos Mais ricos.
Outrossim, a falta de visibilidade sobre esta problemática no debate público reflete a permânencia de estigamas e preconceitos com os mais marginaizados. Desse modo, segundo o sociólogo Jügen Habermas o “Agir Comunicativo” é um instrumento essecial, por meio da linguagem, para transformar a sociedade e chegar a um determinado fim. Assim, o ambiente das relações interpessoais familiares e escolares é perpetuado com estereótipos contra os mais pobres legitimado pela alta sociedade e do pouco domínio linguístico dos marginalizdos.
Destarte, o Minstério da Justiça deve criar uma pasta que comunique com as secretarias muinicipais, por meio da criação de concursos para postos de assietente social nas regiões mais desassistida pelo Estado, a fim de garantir dignidade para crianças desde a primeira infância. Em paralelo, o meio universitário deve produzir livros que promovam a quebra de estigmas contra meninos de cor negra e de formação da autonomia de meninas na perifieria, através do investimento do estado, com a finalidade diminuir essa desigualdade.