O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 28/08/2022

Em tempos de pandemia, o acesso pleno à educação é um recurso escasso que somente as camadas socioeconômicas têm acesso. Se antes as desigualdades entre a rede pública e a privada já eram acentuadas, com o fechamento das aulas presenciais, criou-se um novo agravante ainda maior: Os alunos mais pobres - que estatisticamente são a maioria - perderam o acesso pleno à educação, aos professores, e, de maneira indireta, ao seu futuro, intimamente relacionado a colaboração econômica do indivíduo como cidadão. Entender como a diferença de condições socioeconômicas é capaz de causar menores rendimentos e disparidade de oportunidades é entender como podemos acabar com esse problema.

Como consequência, o aluno menos favorecido terá a educação incompleta e parcial em relação aos estudantes mais favorecidos, que estudam em instituições mais estruturadas, com maiores oportunidades de aprendizagem, além de um ambiente favorável à vida acadêmica.

Dessa maneira, com menores recursos financeiros, familiares e estruturais, acrescido da disparidade de oportunidades de aprendizagem entre os estudantes de níveis socioeconômicos diferentes, podemos entender o impacto que esses fatores e seus respectivos subfatores causam na desigualdade escolar. Em casos como esse, é fundamental que o estado crie políticas de assistência estudantis às camadas menos favorecidas, visando diminuir as assimetrias presentes entre os diferentes níveis econômicos, e de quebra, reduzindo drasticamente as chances com que o ciclo da pobreza de perpetue.