O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 30/08/2022

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, a ser promovida e incentivada com a cooperação da sociedade, com vistas ao pleno desenvolvimento do ser humano. e prepará-los para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Portanto, vemos que no Brasil a educação não é valorizada, principalmente o ensino nas escolas públicas, por falta de investimento e pela desvalorização da educação escolar pública. Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse problema.

Quando falamos de desigualdade nas escolas, estamos falando de diferenças nos resultados de aprendizagem, portanto, as políticas públicas de educação destinadas a reduzir essa desigualdade precisam ser observadas de perto. Pesquisas no campo da sociologia há muito mostram uma forte relação entre a origem social de um aluno e o sucesso escolar. A maior renda familiar foi associada a um melhor desempenho acadêmico, enquanto a pobreza, a desigualdade social e a origem familiar, por outro lado, explicaram o insucesso. Em outras palavras, é uma velha história que os alunos não aprendem porque são pobres. No entanto, estudos nas últimas décadas utilizando dados comparativos de países e até mesmo estados brasileiros constataram que alguns sistemas de ensino têm conseguido reduzir essas desigualdades na aprendizagem dos alunos, independentemente de sua origem e grupo social. Então podemos dizer que uma boa escola faz a diferença, principalmente para os alunos pobres. Isso é fundamental porque muitas vezes é a única maneira de uma criança escapar do ciclo da pobreza.

Desta forma, no contexto de menores recursos econômicos, familiares e estruturais, aliados às diferenças de oportunidades de aprendizagem para alunos de diferentes níveis socioeconômicos, podemos compreender o impacto desses fatores e seus respectivos subfatores na desigualdade escolar. Nesse contexto, o Estado deve desenvolver políticas de auxílio estudantil para classes desfavorecidas que visem reduzir a assimetria existente entre os diferentes níveis econômicos e quebrar e reduzir substancialmente as chances de continuidade do ciclo de pobreza.