O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 23/09/2022

Na franquia “Harry Potter” é apresentado dois mundos conectados. Um onde as pessoas são inferiores chamadas de trouxas, e o outro onde são todos bruxos magníficos. Infelizmente muitos acham que essa realidade está presente em nossa sociedade. Os “trouxas” estão nas escolas públicas, já os “magníficos” estão na rede privada. Mas o que falta para os alunos da primeira escola é oportunidade e fé em si mesmo. Se essa ideia fosse dissolvida, o Brasil teria muitos talentos e indivíduos poderiam transformar suas realidades.

Primeiramente, o aluno da rede pública não tem os mesmos incentivos do que os da outra rede. Muitos precisam trabalhar desde cedo para ajudar em casa, ou não possuem a pretensão de serem mais do aqueles à sua volta. No seriado “Chaves”, o personagem principal mora em um barril, ele não tem grandes sonhos e ninguém à sua volta o incentiva a ser mais do o garoto da vila. O mesmo acontece na sociedade falta incentivo para que o aluno possa esgotar seu potencial.

Além disso, há muitos jovens talentosos que não são reconhecidos ou são reconhecidos no exterior. No Brasil há uma generalização com quem estuda em escolas públicas, muitos acham que são marginais e desinteressados com os estudos. Mas na verdade são totalmente capazes. No livro “Capitães de Areia” a população local não gostava dos meninos, os achavam perigosos, mas entre eles estava um artista. Professor é descoberto e vai pintar no Rio de Janeiro. Quem dera ele e outros tantos jovens fossem a regra e não a exceção.

Portanto, precisamos acabar com a desigualdade entre escolas. Para isso, as escolas poderiam criar um projeto de incentivo ao aluno. Seriam aulas onde os professores e convidados especialistas, pessoas de diversas áreas, para mostrar a eles que tudo é possível através do esforço mesmo que não pareça inicialmente. Nos dias que não tiverem convidados os professores seriam responsáveis em descobrir talentos e incentivá - los. Essas aulas começaram a partir do fundamental II até o Ensino Médio. Assim todos podem se tornar a regra e não a exceção.