O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 11/10/2022
Aldaus Huxley defende: “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificado no impacto das desigualdades sociais nas dispariedades escolares, como aconteceu na pandemia do coronavirus em 2020 onde principalmente estudantes pretos, pobres e de regiões mais afastadas, o abandono escolar foi frequente, levado pela a implementação do ensino remoto e das diferenças de materiais ofertados para o ensino público e privado. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraiza na omissão estatal e na priorização de interesses financeiros.
Nesse prisma, o descaso das autoridades fomenta a questão das desigualdades sociais e os abalos causados na educação. Acerca disso, conforme o escritor iluminista Voltaire: o Estado surgiu para servir o povo. Todavia, a governança nacional tem confrontado o postulado filosófico, já que que os escassos investimentos na educação, impulsionados pela crise econômica, impedem que os cidadãos tenham uma formação escolar adequada.
Ademais, a causa preocupante dessa realidade, típica de nacionalidades sem
valores, origina-se da priorização de interesses financeiros. Nesse sentido, de acordo com o IBGE mais de 80% da taxa de reprovação e abandono de quem cursa fase basica nas escolas públicas é quase dez vezes maior do que estudantes da rede privada. Isso ocorre devido a falta de investimentos na educação que necessita do subsídio do governo, similarmente, a pandemia deu margem para o sistema educacional do país aumentar as disparidades raciais, sociais e locais, sendo também, um dos problemas estruturais dessa situação a falta de materias, alimentação, e infraestrutura em locais de baixa renda.
Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, é necessário que o Governo Federal faça dois tipos de investimentos primeiro de maior incentivo a programas que estejam voltados á redução da desigualdade entre classes altas e baixas.Em parceria com o Ministério da Educação fazer um investimento efetivo nas escolas públicas para oferecer educação de qualidade independente do poder aquisitivo para que essas pessoas possam construir carreiras e disputar no mercado de trabalho. Dessa forma, o postulado de Voltaire ganhará vigor.