O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 07/11/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da desigualdade escolar contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, os estudantes das escolas públicas são vítimas de diferenças constantes. Nesse contexto, medidas devem ser adotadas para reverter essa situação que tem como causas a insuficiência legislativa e a falta de infraestrutura.
Em primeira análise, a insuficiência Legislativa mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. O artigo 3º, da Constituição Federal de 1988, estabelece como um dos objetivos erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais. No entanto, na questão da desigualdade escolar, a legislação não tem sido suficiente, pois diversos alunos sofrem com o descaso do poder publico, além disso, existem políticas públicas que amenizam as desigualdades sociais, contudo, não resolvem o problema.
Além disso, a falta de infraestrutura é uma barreira no ambiente escolar. Segundo o economista Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Ou seja, sem uma infraestrutura pública, o estudante é prejudicado. Esse aspecto está presente de maneira decisiva no que tange as desigualdades escolares, uma vez que há falta de investimento governamental nas escolas públicas, o que acaba por dificultar sua resolução.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de superar os desafios acerca da desigualdade escolar. É preciso, que as comunidades, em parceria com as escolas, mobilizem-se a fim de preservar a infraestrutura existente e exigir melhorias. Tais atitudes podem ocorrer através de projetos escolares e mostras culturais, que mostrem a relevância do problema à população local. Além disso, nestes eventos, a população pode exigir do poder público melhorias na infraestrutura. Dessa forma, o Brasil poderá superar as desigualdades sociais nas escolas.