O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2022
O filme “Sementes podres” narra a história de um grupo de alunos da escola pública, entre eles Ludo, um aluno com grandes objetivos e poucos recursos que tem seu sonho destruído pela falta da qualidade da educação, introduzindo a temática da desqualificação educacional nas escolas de ensino público e abordando também seus perigos. Fora da ficção, é notório que a produção cinematográfica possui verossimilhança no que tange a um tema de suma importância atualmente: o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Diante disso, é necessário explcitar que a falta de investimentos governamentais e a constante luta de classes sustentam o problema.
Em primeira análise, o governo tem como função primordial garantir o acesso a educação de qualidade a todos como previsto na Constituição Federal de 1988 artigo 5. Desse modo, entende-se que tal documento deveria ser obedecido em todo o território nacional, entretanto não tem sido feito. Em suma, fica demonstrado que o atraso para a resolução do problema, sobretudo, é causado pela má gestão de recursos e falta de investimentos na área, trazendo prejuízos para outros setores da sociedade.
Ademais, a atual sociedade brasileira é marcada pela estratificação social que traz consequências para diversos setores do país, entre eles a educação. Por sua vez, cabe ressaltar a teoria sociológica de Karl Marx da luta de classes , este propõe o argumento de que a história do mundo é a história da luta entre a classe dominante e a dominada, onde a primeira se sobrepõe a outra, conquistando mais benefícios e rebaixando a classe oposta. Por fim, é passível de conclusão que a diferença do nível educacional tem raízes históricas.
Dessarte, em vista dos fatos supracitados torna-se clara a necessidade de intervenção. A fim de diminuir a desigualdade escolar, urge ao Ministério da Educação, investir em melhorias tanto estruturais quanto qualificacionais. Isso pode ocorrer, por meio de investimentos em livros didáticos e profissionais qualificados dispostos nas unidades públicas de educação. Com isso, espera-se não somente o fim da desigualdade entre escolas como também o fim de casos como o de Ludo.