O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 23/03/2023
Em setembro de 1920 foi criada a primeira escola de ensino superior pública do Brasil: a Universidade do Rio de Janeiro (URJ), que possuía caráter elitista desde sua criação. Mesmo após muitos anos do surgimento da primeira Federal do país, os cursos superiores ainda são tomados por uma grande desigualdade social, o que impacta intimamente as desigualdades escolares vividas. Essa situação é gerada por uma falta de investimento na educação de base pública, o que, consequentemente, resulta em uma sociedade tomada por constantes problemáticas e conflitos.
Diante desse cenário, percebe-se que a falta de atenção para com o ensino de base gratuito é diretamente relacionada com o desnivelamento de classes, o que afeta as disparidades na educação. Como estudante de sociologia da USP e influenciador Thiago Torres explica em um de seus vídeos, trata-se de um ciclo vicioso – a exclusão de pessoas no social gera diferenças de convívio no contexto escolar e vice-versa. Assim, é fato que, devido à baixa qualidade e eficiência das instituições publicas, alunos carentes tendam a ter menos oportunidades no ensino superior e, consequentemente, no mercado de trabalho, agravando problemáticas coletivas.
Consequentemente, é visível que adversidades afetam a sociedade devido a essas desigualdades, o que se reflete no social e no escolar. Para ilustrar o fato, pode-se citar o pedagogo e pensador Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo, educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. A frase anterior prova que o ensino é a base para a formação do caráter e, na presença de uma falha estrutural, a sociedade estará ameaçada como um todo. Por exemplo, a criminalidade e a violência podem crescer por ações de indivíduos pouco instruídos. Logo, para reverter o fato, a educação é a chave.
Portanto, deve-se trabalhar para reduzir o impacto da exclusão no coletivo e no ambiente de ensino. Para tal, cabe aos governos, principais órgãos políticos, estabelecerem projetos de inclusão de ensino para todos. Isso deve ocorrer por meio de verbas para a educação, a fim de solucionar conflitos como o elitismo vivenciado no início da URJ.