O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 23/06/2023

O “cidadão de papel” do escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, faz uma crítica à extensão da constituição em relação a garantia de direitos. Nesse sentido, a carta magna brasileira objetiva uma educação de qualidade e igualitária a todos, porém tal afirmativa estar presente somente no papel, haja vista que a desigualdade social atinge profundamente a nação, especialmente na docência. Perante a isso, a invisivilidade dada a indivíduos à margem da sociedade, além da omissão Estatal, são problemáticas que dificultam o desenvolvimento do Brasil.

Diante desse cenário, é inadimissível que em pleno século XXI ainda persistam as desigualdades sociais na discência. Nessa perspectiva, o pedagogo brasilero Gilberto Freyre, criou a tese de “Educação libertadora” sendo a única capaz de retirar o ser humano da “Gaiola da ignorância”. Diante disso, é um absurdo que mesmo na formação dos futuros trabalhadores para o desenvolvimento do país, as desigualdades marcam profundamente, de modo a dificultar o sonho de diversos jovens e crianças que sofrem pela falta de oportunidades. Desse modo, a constituição prova estar somente no papel, como foi proposto por Dimenstein.

Outrossim, cabe destacar que a omissão Estatal perpetua o agravamento do tema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir educação e bem-estar à população. Entretanto essa não é a realidade do Brasil, pois o raso papel desempenhado pelo órgão de maior hierarquia implica no aumento das desigualdades sociais, especialmente no que tange a educação. Dessa maneira, a “Gaiola da ignorância” se torna uma realidade, precariezando o ensino brasileiro.

Em suma, discutir acerca dos impactos da desigualdade social na educação é fundamental. Logo, o Estado- administrador público- deve incentivar o acesso de jovens a uma discência mais igualitária, por meio de políticas públicas, a fim de igualar as oportunidades a todos os estudantes. De modo, a garantir bem-estar e segurança de direitos fundamentais à população.